curva topo esq
curva topo dir
Sindiferpa
  menu esq
Sobre o Sindiferpa Localização Associados Pólo Sustentável NotíciasE-mail
menu dir  

NOTÍCIAS

Asica lança Fundo Florestal Carajás
Diário do Pará, 09.03.2007

O Fundo vai financiar o plantio de florestas para produção de carvão no Pará e Maranhão

Tendo como meta o reflorestamento de 400 mil h ectares, até 2015, foi lançado e m Belém, no final da tarde de ontem, o Fundo Florestal de Carajás (FFC). O fundo foi criado por indústrias de ferro-gusa que operam na região com o objetivo de financiar projetos de reflorestamento, reduzindo assim a pressão do desmatamento sobre os estoques remanescentes de floresta nativa, sobretudo nos Estados do Pará e do Maranhão. Antes do seu lançamento em Belém, ocorrido em cerimônia realizada no Hilton Hotel, o FFC já havia sido lançado em Brasília e São Luís.

O coordenador do FFC, André Câncio, que veio a Belém para o l ançamento, explicou ontem que o Fundo conta com a participação de onze empresas ligadas à Associação das Siderúrgicas de Carajás (Asica), sendo cinco delas do Pará. Outras quatro indústrias de ferro-gusa, sendo três delas no Pará e uma no Maranhão, não subscreveram cotas e, pelo menos no primeiro momento, estão excluídas do Fundo. André Câncio ressaltou, porém, que elas poderão aderir ao FFC a qualquer momento, caso venham a se interessar. Para isso, disse o coordenador, bastará que elas subscrevam a cota de capitalização e satisfaçam todas as exigências.

Para constituição do Fundo, cada empresa participante teve que depositar, no ato, a importância de R$ 500 mil. Como onze empresas aderiram logo no primeiro momento, significa dizer que o Fundo Florestal de Carajás já nasceu com um suporte financeiro nada desprezível de R$ 5,5 milhões. A capitalização, porém, será contínua. Pelo acordo operacional do FFC, assinado em Brasília no dia 27 de fevereiro, para cada tonelada de ferro-gusa exportada, a indústria exportadora terá que destinar ao Fundo uma contribuição equivalente a três dólares.

As próprias usinas serão responsáveis pela execução dos projetos de reflorestamento que deverão prever o plantio de, no mínimo, 833 mudas de espécies florestais por hectare, numa área mínima de 500 hectares . “Com isso, haverá a formação de um estoque de biomassa para a produção de carvão vegetal”, declarou André Câncio. O carvão vegetal é um dos principais insumos na transformação do minério de ferro em ferro-gusa.

Os projetos de reflorestamento serão vistoriados por engenheiros florestais contratados pelo FFC para comprovar o plantio. Apenas com o laudo técnico atestando o cumprimento de todas as exigências - incluindo número mínimo de mudas e área de plantio -, em consonância com as normas do acordo, as empresas poderão fazer o resgate dos recursos aplicados no Fundo. Ainda assim, conforme frisou André Câncio, o resgate do dinheiro só será autorizado depois da aprovação do projeto pelo Comitê de Fiscalização.

Pólo lidera exportações de ferro-gusa

As siderúrgicas do pólo Carajás - 15 indústrias ao todo, sendo 8 no Pará e 7 no Maranhão - são responsáveis, atualmente, por mais de 60% das exportações brasileiras de ferro-gusa, o principal insumo na indústria do aço. Somente no ano passado, segundo dados fornecidos ontem pela Asica (Associação das Siderúrgicas de Carajás), foram comercializadas para o exterior mais de 3,5 milhões de toneladas, contribuindo para o orçamento cambial do país com divisas superiores a um bilhão de dólares. Os principais clientes do ferro-gusa brasileiro, no ano passado, foram Estados Unidos, Japão, China, Taiwan, Coréia do Sul, Itália e Espanha.

Só o Estado do Pará responde por cerca de um quarto de toda a produção de gusa do Brasil. O ferro-gusa é um dos principais itens do comércio exterior paraense, ocupando a sexta colocação na pauta de exportações do Estado. No ano passado, as vendas paraenses de ferro-gusa para o mercado externo totalizaram 1,8 milhão de toneladas e receita de US$ 481 milhões, com uma variação positiva de 36% em relação ao ano anterior.

Segundo a Asica, são mais de R$ 200 milhões em salários, contribuições sociais e impostos recolhidos por ano aos cofres do governo federal, dos Estados e dos municípios da região. As usinas do Pólo Carajás respondem pela geração de 35 mil empregos, diretos e indiretos.

Todas as notícias

Sindicato das Indústrias de Ferro Gusa do Estado do Pará © 2007 - Todos os direitos reservados.
curva base esq
curva base dir