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Siderúrgicas tentam melhorar imagem contratando trabalhadores tirados do trabalho escravo
Pará Negócios Online, 02.08.2007
O Instituto Carvão Cidadão (ICC), criado por siderúrgicas da região de Carajás, passou a receber o apoio do Sindicato das Indústrias Produtoras de Ferro-Gusa do Pará (Sindiferpa) em seu programa de empregar nas usinas as pessoas libertadas do trabalho escravo no Pará e no Maranhão. Nesta semana, 14 trabalhadores foram encaminhados pelo ICC para serem admitidos como funcionários das siderúrgicas, sendo a maioria contratada pelas empresas Cosipar, Sidepar e Da terra. A Terranorte deverá receber mais trabalhadores nos próximos dias.
“As ações de fiscalização e resgate desses trabalhadores são muito importantes, mas se não forem dadas condições para que eles encontrem um lugar no mercado, as chances de voltarem para a mesma situação degradante são grandes”, avalia Cláudio Monteiro, vice-presidente da Cosipar. “Se nós podemos proporcionar a esses trabalhadores a oportunidade de voltar ao mercado de trabalho com seus direitos garantidos, é muito bom, pois contribuímos para a sustentabilidade deles como cidadãos”.
O presidente da Comissão Trabalhista do Sindiferpa, Francisco Canindé Targino, diz que os empregos oferecidos pelas siderúrgicas aos indicados pelo ICC vão garantir o amparo a esses trabalhadores resgatados pelo Grupo Móvel do Trabalho. “São ações dessa natureza que vão contribuir para melhoria da imagem do setor”, afirma Targino.
Esses trabalhadores foram resgatados em fazendas. A partir de agora, vão trabalhar no plantio de eucalipto ou como auxiliares na área de siderurgia, com carteira assinada e todos os direitos garantidos. “Até o final de 2007, nossa meta é chegar a 100 trabalhadores resgatados de volta ao mercado de trabalho”, diz Cláudia Brito, coordenadora técnica do Instituto Carvão Cidadão.
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