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Associação fortalece siderúrgicas
Diário de Carajás 25.06.2008

Com a meta de fazer com que
as siderúrgicas brasileiras se
tornem auto-sustentáveis
até 2014, foi criada a Associação
das Siderúrgicas do Brasil (Asibras). A solenidade de posse foi
realizada na última semana, dia 17,
no Centro de Convenções Brasil
XXI, em Brasília (DF). O presidente do Sindicato das
Indústrias de Ferro Gusa do Estado
do Pará (Sindiferpa), Afonso
Albuquerque, foi um dos empossados
e integra a diretoria da
nova entidade, que fará a representação
nacional das siderúrgicas.
“Nossa luta tem sido firme no
sentido de conquistar a sustentabilidade
para as nove siderúrgicas
do Pólo de Marabá, associadas
ao Sindiferpa. Agora, vamos intensificar
ainda mais nossa luta
com a Asibras, que tem representação
nacional”, disse Albuquerque.
Criada para representar o setor
de produção do ferro gusa, a
Asibras reúne, além do Sindiferpa,
os sindicatos do Maranhão, Minas
Gerais e Espírito Santo, representando
um total de 70 siderúrgicas.
Segundo o presidente do Conselho
Administrativo, Paulino Cícero de
Vasconcelos, o principal objetivo da
entidade é “lutar pela sustentabilidade
e pela preservação
ambiental”. “As associadas já possuem
um milhão e 300 mil hectares
de mata plantada”, conta o presidente.
“E queremos que as siderúrgicas
brasileiras sejam auto-sustentáveis
em menos de 10 anos”,
completa.
A Asibras irá representar as
associadas perante os órgãos da
administração federal, além de incentivar
o aprimoramento técnico,
o investimento em novas tecnologias,
o fortalecimento econômico
e o desenvolvimento de ferro
gusa no país. “O ferro gusa produzido
a partir do carvão vegetal é
um patrimônio nacional. Somos pioneiros
nesta energia, que é totalmente limpa”, explica Paulino
Cícero.
Juntas, as associadas geram
aproximadamente 30 mil empregos
diretos e 90 mil indiretos, com
um faturamento total anual de
US$ 5 bilhões. São responsáveis
pelo abastecimento de 95 por cento
do mercado interno, originando
cerca de US$ 500 milhões em impostos
e contribuições sociais.
No Pará, o Pólo Siderúrgico de
Marabá conta com nove siderúrgicas,
que juntas produzem cerca de
1,8 milhão de toneladas de ferro
gusa por ano, gerando mais de oito
mil empregos, entre diretos e
terceirizados. Além disso, o ferro
gusa produzido em Marabá representa
25% de toda a produção nacional,
sendo também o 7º produto
na balança comercial paraense,
segundo dados do Centro Internacional
de Negócios (CIN), da Federação
das Indústrias do Estado do
Pará (Fiepa).
As nove siderúrgicas paraenses
do Pólo de Marabá, associadas
ao Sindiferpa, já possuem quase
70 mil hectares de florestas de
eucalipto plantadas. Ao todo, elas
geram mais de oito mil empregos,
entre diretos e terceirizados, com
a expectativa de crescimento, já
que algumas siderúrgicas do pólo
estão começando a investir na instalação
de aciarias.
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