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Gás pode salvar 6 milhões de árvores no Pará
Amazônia 07.07.2008
Cerca de seis milhões de árvores poderão ser poupadas por ano no Pará. Esse é o saldo apontado no estudo entregue pelo Sindicato das Indústrias de Ferro Gusa do Estado do Pará (Sindiferpa) à governadora Ana Júlia Carepa. O estudo foi feito pela Fundação Gorceix e propõe a substituição parcial do carvão vegetal pelo gás natural, uma tecnologia ambientalmente correta e usada no mundo todo, sobretudo na Europa e que tem como benefício principal a preservação ambiental.
Segundo o pesquisador Paulo von Kruger, da Fundação Gorceix e que esteve à frente dos levantamentos, para abastecer o Pólo Siderúrgico de Marabá, seriam necessários cerca de 40 milhões de metros cúbicos de gás natural por ano para a substituição parcial do carvão vegetal. Isso resultaria na redução do uso de 500 mil metros cúbicos de carvão vegetal por ano. Kruger explica que para a produção de cada metro cúbico de carvão vegetal são necessárias 12 árvores, conforme preconiza a Instrução Normativa do Ministério do Meio Ambiente IN 01/96-MMA. E a partir daí se chega ao saldo de que o investimento na tecnologia do carvão vegetal pouparia seis milhões de árvores por ano.
O presidente do Sindiferpa, Afonso Albuquerque destaca que quando a entidade encomendou o estudo à Fundação Gorceix já tinha a expectativa de que o uso do carvão vegetal implica em preservação ambiental. “A busca por sustentabilidade tem sido nossa principal bandeira de luta e estamos fazendo todos os esforços necessários para a alcançarmos”, enfatizou Albuquerque, que entregou o resultado do estudo à governadora Ana Júlia durante a realização da reunião do Fórum Paraense de Competitividade, que ocorreu no dia 18 de junho, no Hangar Centro de Convenções.
O estudo revela também que para que essa tecnologia do gás natural seja colocada em prática torna-se fundamental a implantação de um gasoduto no estado. Essa informação foi repassada à governadora que agradeceu a realização do estudo e sinalizou que ele está indo ao encontro das intenções do governo do Estado. “Eu queria agradecer esse estudo e dizer que nós já estamos em conversas com o presidente Lula e com o presidente Hugo Chávez (da Venezuela) para estudarmos a implantação de um gasoduto no estado”, disse Ana Júlia, na ocasião.
Albuquerque ressalta que o estudo é resultado de uma preocupação do setor siderúrgico, representado pelo Sindiferpa, em utilizar tecnologias que minimizem impactos ambientais e que contribuam para a sustentabilidade. No entanto, ele também destaca que a implantação de um gasoduto no Pará beneficiará a vários empreendimentos do setor produtivo, além de possibilitar a atração de novos investimentos no estado.
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